O Governo de São Paulo realizou nesta sexta-feira (27), na sede da Bolsa de Valores (B3), o leilão de concessão do Lote Rota Mogiana, com foco na modernização e ampliação de rodovias. O consórcio Rota Mogiana foi o ganhador, com a maior oferta de outorga fixa ao Estado, no valor de R$ 1,08 bilhão. A proposta vencedora teve ágio de 187% sobre o valor mínimo de outorga, fixado em R$ 580 mil, e superou as outras três proponentes: MC Brazil Concessões Rodoviárias (com proposta de R$ 1,01 bilhão), a EPR Participações (R$ 560 milhões) e a Motiva Infraestrutura de Mobilidade (R$ 180,2 milhões).
A concessionária será responsável pela operação,
manutenção e ampliação do sistema rodoviário pelos próximos 30 anos. A nova
concessão, que passa a reunir trechos atualmente sob gestão da Renovias, além
de rodovias administradas pelo DER, tem início previsto para julho de 2026,
quando o contrato atual chega ao fim.
Com 520 km de extensão, a concessão prevê R$ 9,4 bilhões
em investimentos ao longo do contrato, contemplando duplicações, terceiras
faixas, marginais, acostamentos, passarelas, dispositivos de acesso, contorno
viário e ciclovias. O projeto absorve os trechos atualmente sob concessão
da Renovias, além de rodovias atualmente geridas pelo DER (Departamento de
Estradas de Rodagem), do governo Estadual, estabelecendo um amplo conjunto de
obras voltadas à ampliação da capacidade e à melhoria das condições de tráfego.
“Essas intervenções terão importância para o turismo,
para nossas rotas do café, do vinho e para nossa produção de água. Esse é um
contrato que vai fazer a diferença. Ao longo do tempo, construímos a melhor
infraestrutura do Brasil e não dá para parar. Estamos chegando ao final do
contrato da Renovias e precisávamos não apenas de uma licitação que
substituísse esse contrato, mas de algo que resolvesse problemas históricos”,
afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
A mudança trará benefícios já na largada, com redução nas
tarifas das praças. Em Jaguariúna, a queda será de até 29%. Também haverá
redução de 27% em Águas da Prata, 26% em Estiva Gerbi e 20% em Espírito Santo
do Pinhal e Itobi, além de reduções em Casa Branca (13%), Mococa (9%) e Aguaí
(5%). Com isso, a maioria das praças atuais terá diminuição imediata na
tarifa-base, já no início da operação. A medida integra a política estadual de
padronização do valor por quilômetro, com valor por km menor e maior justiça
tarifária ao usuário.
A iniciativa tem potencial para gerar cerca de 11 mil
empregos diretos e indiretos e consolida um importante corredor de integração
regional, conectando a Região Metropolitana de Campinas a Ribeirão Preto e
municípios próximos à divisa com o Estado de Minas Gerais. O projeto amplia a
segurança viária, melhora a fluidez do tráfego e fortalece a integração entre
polos agrícolas, industriais, logísticos e turísticos estratégicos para a
economia paulista.
Entre as ações planejadas, estão as duplicações de mais
de 217 quilômetros em rodovias estratégicas, a exemplo da SP-350, entre Casa
Branca e São José do Rio Pardo, a SP-344, entre São João da Boa Vista e Vargem
Grande do Sul, as SP-333 e SP-338, ligando Mococa a Cajuru, a SP-340, ligando
Mococa à divisa com o Estado de Minas Gerais, além da SP 107, entre Santo
Antônio de Posse e Artur Nogueira.
Também estão previstos 86 quilômetros de novas vias marginais e 138 quilômetros de faixas adicionais, beneficiando malhas importantes como a SP-340, no trecho entre Campinas e Mogi Guaçu. Em Águas da Prata, o plano prevê a duplicação até a divisa com Minas Gerais e a construção de um novo contorno viário no perímetro urbano da SP-342, que vai retirar o tráfego pesado do centro urbano e resolver uma demanda histórica da população.
Com informações da Agência SP
Publicado às 1836
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