Ele completaria 81 anos, em 2.026. Falecido em Serra Negra, em 7 de maio de 2.016, José Roberto Marques poderia até passar despercebido nas ruas, mas, quem acompanhou o futebol brasileiro dos anos 1.960 e 1.970, sempre teve alguma historia para contar do maior jogador da historia do futebol paranaense.
Gazela ou Espanador da Lua, Zé Roberto foi Bola de Prata Placar, em 1.972, tetracampeão paranaense, (3 vezes pelo Coritiba e uma pelo Athlético), campeão paulista, pelo São Paulo (seu time do coração), e campeão do Torneio do Povo, de 1.973 (um embrião da atual Copa do Brasil).
Com depoimentos de Levir Culpi, Zico, Rivelino, Milton Neves, prefácio de Alex de Souza, que Zé Roberto descobriu na base do Coritiba, antes de ser conhecido no Palmeiras e futebol turco, a obra é assinada pela filha Rosemary Marques.
“É uma obra que mostra o outro lado do meu pai. Pude conhecer o Zé Roberto jogador, mas, ao mesmo tempo, cuidar dele, depois dos problemas de saúde. Um pouco de tudo dele é possível conhecer nessa obra”, ressaltou Rosemary.
O livro pode ser comprado em https://zerobertogazela.com.br/
Sinopse
Zé Roberto: O Jogador Anarquista
Comparado a Pelé e batizado de gênio, José Roberto Marques (Gazela) foi o último dos românticos do futebol. Um anarquista de chuteiras em um esporte que começava a exigir disciplina e crachá. No Paraná, ele não jogava, ele reinava. Era o raro ídolo capaz de unir torcidas rivais para aplaudir o improvável.
Mas, fora de campo, o jogo era outro. A vida dele não conhecia o morno. Era feita de madrugadas sem fim, dinheiro que sumia entre os dedos e polêmicas que viraram lenda em Curitiba e São Paulo. Enquanto o rádio narrava o craque, dentro de casa a realidade era crua. Entre mudanças súbitas e recomeços forçados, a família enfrentava a instabilidade e as marcas da violência. O avesso do ídolo que o estádio nunca viu.
Do Paraná ao Rio Grande do Norte, esta biografia percorre os extremos de um homem que viveu cem anos em dez. Entre o brilho absoluto nos pés e o desgaste silencioso na alma, fica o registro de um talento indomável e o peso devastador de suas escolhas. Afinal, como escreveu Jean Paul Richter: “A memória é o único paraíso do qual não podemos ser expulsos.”
Publicado às 17h39
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